Reflexões sobre a “Verdade”

Expressar a Verdade nem sempre é o mesmo que dizer a verdade ou não mentir, esse tema vai muito além.

No dia a dia da maternidade, você recebe muitos conselhos, pra citar algumas pérolas: “não segura muito o bebê no colo que vai ficar mal acostumado”, “não deixa dormir na cama com você”, “deixe chorar pra abrir o pulmão”. A partir do momento que o bebê sai de dentro de você, ou às vezes até antes, ele é considerado um bem público e todos se sentem no direito de aconselhar e dar palpites, porém a maioria das pessoas está apenas repetindo o modelo que foi submetida, sem nem sequer questionar ou refletir.

Não fui treinada a ouvir a minha verdade interior, mas meu filho está me dando uma aula sobre isso. No fundo, no fundo eu adoro ficar coladinha com ele, adoro fazer cama compartilhada e sou grata por ter a possibilidade de acompanhar seu desenvolvimento de perto, poder me conectar com ele e estar aprendendo a sentir as suas necessidades e as minhas como mãe em formação, pois não sei se todos sabem, mas uma mãe também nasce com o seu bebê e ela não vira mãe da noite para o dia, esse é um processo gradual, leva tempo e não existe livro nenhum que ensine. 


O exercício de ouvir a Verdade requer disciplina, foco, abertura e principalmente uma escuta refinada para conseguir ouvir realmente a voz que vem da alma e os desejos que brotam dela, precisamos silenciar a mente e o ego, olhar profundamente pra dentro de nós mesmos, sem preconceitos, sem julgamentos de certo ou errado, com simplicidade, aí sim poderemos conectar com nosso Eu mais verdadeiro.

Venho fazendo esse exercício com frequência algumas, ops sinceramente várias vezes deslizo e me esqueço, e repetidas vezes percebo que vivo caindo no poço sem fundo de querer agradar aos outros, de ser a boazinha ou a perfeita, imagens que correspondem à máscara ou a um eu idealizado, que todos nós vestimos quando temos medo de expressar a Verdade. A máscara é nossa defesa, recorremos a ela pra sermos aceitos, amados, respeitados e ela gruda em nós a ponto de começarmos a esquecer quem somos de verdade e o que realmente queremos e precisamos. 
Um bom rastreador para identificarmos se estamos usando a máscara ou a cara limpa da verdade é observar o funcionamento do chakra laríngeo, da garganta, da glândula tireoide, laringe, faringe, e se estamos vivenciando pressões excessivas, angústia, sufocamento, perda da voz, bolo na garganta ou algum mal estar nessa região.

Se tivermos coragem de acolher a nós mesmos, com toda a nossa Verdade, sentiremos mais leveza, paz e liberdade.

Ouça a sua Verdade! O que sua alma deseja expressar?

Compartilho com vocês um sussurro ainda tímido vindo aqui de dentro:
“Cuide bem de si mesma, faça aquilo que te nutre e cuidar de seu filho será bem mais prazeroso”.

Minha intenção foi de lembrá-los de que viver a Verdade, só depende de nós mesmos e que logo que começar a ouvi-la, acolhê-la e manifestá-la, você atrairá pessoas mais verdadeiras para seu círculo, você será capaz de aceitar os outros com mais facilidade e suas relações irão mudar para sempre. Experimente! Vai valer muito a pena!

Conte-me como está sendo a sua experiência com a Verdade, eu adoraria ouvir.

Dani



2 comentários:

  1. Oi Dani, que lindo!!
    Mesmo não sendo mãe, quero dizer o quanto esse texto acrescenta e nos faz refletir a respeito da verdade que carregamos.
    Obrigada por isso!
    Beijoo

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    1. Oi Ju! Que gostoso ver você por aqui. Sim, vamos rever o quanto temos sido verdadeiros (ou não) com nós mesmos e decidir tirarmos as máscaras, que apenas nos faze sofrer. Um abraço grande Dani

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