Menstrual Monday

Trazida por Danielle Sales e Sabrina Alves, do Círculo Sagrado de Visões Femininas, a Menstrual Monday foi chamada de Segunda Vermelha e rapidamente ganhou adeptas em várias regiões do Brasil. Atualmente o movimento está sendo revitalizado por um grupo de mulheres que pretende formar novamente uma rede para celebração da data em todo o Brasil.

Danielle Felippe - Jornadas SagradasMarina Junqueira e Taty Guedes se juntaram e começaram a fazer pontes entre mulheres para que essa ideia volte a fazer parte de encontros de Círculos de Mulheres e eventos do Sagrado Feminino.

Criada por Geneva Kachman e Molly Strange no final dos anos 90, a data é comemorada na segunda-feira anterior do Dia das Mães, no mês de maio. Desde 2008 foi chamada no Brasil de Segunda Vermelha, porém, com o uso desse termo por grupos políticos, foi feita uma opção a partir de 2018 pelo uso da expressão em inglês. Fisiologicamente falando, o sangue menstrual, a gravidez e a maternidade estão intimamente ligados por isso a data foi escolhida. Porém, Geneva deixa claro que se a mulher mora em um país que não celebra o Dia das Mães, as mulheres podem escolher uma data que seja conveniente. E obviamente o movimento Menstrual Monday não relacional maternidade apenas a quem concebeu uma criança, foi apenas um critério para escolha da data.

Na internet o inglês é a língua mais usada e o movimento é global e une mulheres em outros países, a unificação facilita esse intercâmbio e comunicação. O objetivo do movimento é desmistificar a menstruação, retirar tabus e valorizar a saúde da mulher. Babi Guerreiro, pioneira do movimento Menstrual Monday, dá uma dica: “Para comemorá-la (ou celebrá-la), basta usar algum item vermelho e ter a consciência de que menstruar não é algo vergonhoso, mas sim um sinal de saúde”.

No começo, o foco da Menstrual Monday era conscientizar as mulheres sobre os malefícios dos absorventes internos descartáveis, cujo uso frequente pode causar doenças ginecológicas e infecções, sem contar a incidência de câncer de útero. A campanha propagava, e ainda faz, o uso de coletores menstruais. Mas com a boa aceitação e propagação o movimento passou a defender o orgulho em menstruar e a aceitação da natureza do ciclo da mulher. Até hoje o tema dos absorventes descartáveis ainda é discutido também do ponto de vista ecológico.

As mulheres que participam do movimento coletam seu sangue menstrual e ofertam a Terra, fazem arte menstrual, menstralas e/ou tiram fotográficas artísticas com seus corpos manchados de sangue da menstruação. A proposta é realizar atividades que manifestem a honra de menstruar e ser mulher, deixando de lado a vergonha em mostrar o sangue que vem do nosso corpo saudável feminino. Círculos de mulheres para debates do tema são incentivados.

É muito comum ouvir casos de mulheres que mancharam a roupa com o sangue da menstruação e ficaram constrangidas. Ou que sangue menstrual é sujo, ou impuro. Mulheres menstruadas são privadas de trabalhos espirituais em diversos caminhos quando estão menstruadas por um tabu que precisa ser quebrado.


De maneira alguma o movimento Menstrual Monday Brasil pretende excluir mulheres que não menstruam. Mulheres na menopausa, ou que não tem ciclo por alguma outra questão, ou ainda que passaram por histerectomia e mulheres trans fazem parte de diversas pautas de valorização da saúde da mulher que apoiamos. Menstruar não é definição de ser mulher, mas é uma pauta importante para algumas das mulheres e por isso tem também nossa mobilização.

Deseja celebrar junto com a gente a MENSTRUAL MONDAY no dia 04 de maio de 2020?


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